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Após algumas semanas sem postar, retorno ao blog para dizer que em breve mais uma aventura irá sair do papel. E para quem curtiu os posts da China, confira resto da minha jornada pelas Olimpíadas na terra da Grande Muralha no site: www.brasiliabeijing.com.
Abraços!

criado por Aurélio Araújo
18:31:20Quando me encontro com os amigos, todos perguntam: "o que você está fazendo aqui? Pensei que já estava na China!" Eu não os culpo, afinal as Olímpiadas estão em todos os lugares e os atletas não param de chegar em Pequim, aí eles acabam pensando que eu também já cheguei.
Mas os atletas estão chegando para o que chamamos de aclimatação, que são os últimos treinos já no ambiente de competição. Já eu... eu não vou competir, não preciso me aclimatar: vamos desembarcar em cima da hora, na linha do penalti! Quando pisarmos em Pequim, como se costuma dizer em Brasília: "o pau vai estar quebrando". São competições, medalhas, provas, lugares, paladares e gente de todo lugar em uma verdadeira babel esportiva. A ansiedade aumenta à medida que aumentam as notícias nos jornais. E aumenta também a vontade de estar lá, mas sem aclimatação. Alongamento, só na mão para fazer muito clicks!
Salve salve o elemento surpresa!
Leia o original em: www.brasiliabeijing.com

criado por Aurélio Araújo
20:40:15
Se você tem tempo para se dedicar a uma causa, só não sabe que causa é essa, aqui vai uma lista de sugestões de organizações que precisam de sua ajuda, para você que vive no Distrito Federal. Escolha a sua e mãos-a-obra, por que agora você não tem mais desculpa!
1. Aquele computador que você não usa mais.
CDI - Centro de Democratização da Informática.
É uma ONG que trabalha com a população carente do DF e entorno e que necessitam de doações de equipamentos para continuarem o trabalho.
Marco Ianniruberto - Secretário Executivo do CDI-DF diretoria@cdi-df.org.br e Aldiza - aldiza@esquel.org.br
201 Bloco A Sala 123 Brasília - DF (61) 3322.7233
2. Fazer crianças felizes doando bicicletas usadas.
Rodas da Paz
Como: Recebe doação de bicicletas novas, usadas, com defeitos ou quebradas. Consertam/Reformam e doam para creches/crianças carentes. As que não tiverem conserto, eles fazem a tricicleta para deficientes físicos.
thebruce@terra.com.br
www.osteixeiras.com.br
Maurício (61) 8408.8498
Andréia (61) 9986.2911 / (61) 3447.4551
3. Devolver a boa visão a pessoas que não podem comprar óculos.
Voriques Óptica
Como: Recebe óculos com defeitos ou quebrados. Consertam e doam para idosos e crianças carentes.
Centro Médico de Brasília
SHLS 716 Bloco F loja 16/43
Voriques 3346.6100
Marina/Walace 3346.9692 (marketing)
marketing@voriques.com.br
assessoria@voriques.com.br
Pátio Brasil Shopping - Térreo Loja 104W
(61) 3225.8586 / (61) 3223.3496
Centro Comercial Gilberto Salomão - Lago Sul
(61) 3248.6952 / (61) 3364.3616
4. Melhorar a qualidade de vida de centenas de família.
100 Dimensão
Como: Recebe eletrodomésticos usados e com pequenos defeitos, restauram e repassam.
Ângela (61) 8442.3275 angel01@hotmail.com
QN 16 conj. 5 lote 2 Riacho Fundo II (na entrada)
5. Ajudar a cuidar de dezenas de crianças que foram abandonadas Aldeias SOS.
Como: Recebe roupas, alimentos, brinquedos,etc.
www.aldeiasinfantis.org.br
6. Fornecer remédios para quem não pode comprar Remédios.
Como: Recebe doação de remédios
Quem forneceu os contatos foi a Dra. Neide (HRAN) (61) 3325.4249 neide@linkexpress.com.br
7. Grêmio Espírita Atualpa Brabosa Lima.
SGAS Qd. 610 Conj.
(61) 3443.2000
Responsável: Lenira Viana
8. Centro Espírita André Luiz - CEAL.
QE 16 - Área Especial - Guará I
(61) 3568.8629
Responsável: Lucival ou Maria Miranda
9. Salvar a vida de muitas pessoas.
Doação de Sangue
Como: Doando sangue
Hospital de Base
SMHS, Quadra 101, área especial, Brasília. Tel: (61) 3325.4050.
Setor Médico Hospitalar Norte, quadra 03, conjunto A, Bloco 03, próximo ao HRAN, no início da Asa Norte. O
atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h e aos sábados das 7h às 12h. Outras informações
pelos telefones 160 e (61) 3327.4424 / 4410 ou no site www.fhb.df.gov.br
Distrito Federal: Fundação Hemocentro de Brasília. Endereço: SMHN Quadra 03 - Conjunto A, Asa NorteTelefone:
(61) 3327.4462 / 64 Fax : (61) 3327.4442 Coordenadora: Dra. Maria de Fátima Brito PortelaEmail: pr@fhb.df.gov.br
10. Devolver a boa qualidade de vida a uma pessoa.
Doação de Órgãos
Como: Doando orgãos. Disque Saúde - Transplante: 0800.61.1997
http://dtr2001.saude.gov.br/transplantes/hotsite/
http://www.abto.org.br/populacao/populacao.asp
Central de Captação de Órgãos - SMHS-Hospital de Base do DF, mezanino, sala 102 (61) 325 5055
11. Participando com gente que combate a corrupção.
Como: Veja no site www.amarribo.org.br
12. Agente Cidadão.
www.agentecidadao.org.br
adilson@agentecidadao.org.br
13. Doando livros sobre temas ambientais.
Associação Amigos do Futuro
Como: doação de livros, vídeos, revistas, monografias ambientais (61)3346.0422.
14. Se você é jovem e quer se juntar a outros jovens que estão fazendo algo pelo próximo.
ONG Sonhar Acordado
Mateus (61) 9963.9639 (61) 3468.3769
mateus@sonharacordado.com.br
Voluntariado - passe um dia com uma criança carente
Doação de roupas, calçados, alimentos,
materiais de construção.
15. Doando kimonos usados.
Tranquillini.
Como: Ele dá aulas de judô para crianças carentes de 7 a 17 anos e recebe kimonos usados.
tel: (61) 3224.7728
e-mail: tranquillini@abordo.com.br
16. Seus potes de vidro usados podem ajudar a salvar vidas de muitos bebês (e seu leite também).
Campanha de vidros para armazenar Leite Humano
Berçário do Hosp. Santa Helena
Acima de 30 vidros eles buscam em casa
(61) 3215.0029
Vidros de maionese, nescafé ou qualquer outro com tampa de plástico.
17. Os livros que você não quer mais não devem ir para o lixo COPE Espaço Cultural.
Como: Compra,vende, troca (novos e usados) livros, bibliotecas, Cd's e RPG. Eles também Recebem livros abaixo da 5ª série e doam para escolas públicas.
(61) 3274.1017 CLN 409 Bl D lj 19/43 Asa Norte
(61) 3201.1017 SIA/Sul Conj. B lojas 418/420 Feira dos Importados
Que tal pararmos de reclamar sobre os problemas do nosso país e começarmos a agir! Faça também a sua parte...

criado por Aurélio Araújo
14:05:01
(Continuação...)
IF: Você morou numa comunidade moçambicana de 300 habitantes na fronteira do país com a Swazilândia. Como você mesmo descreve: “O ser humano mais próximo fora do projeto está a quase 7km de distância”. Por que tão longe?
AA: A One World University é uma universidade especial que prepara professores para além de lecionarem, se tornarem agentes de transformação social. Eles aprendem construir casas e escolas, prevenir malária, HIV, iniciar projetos agrícolas, entre outros. A universidade fica isolada no campo, por que a maioria das comunidades moçambicanas é isolada. 80% da população do país ainda é agrícola. É dessa maneira que os professores são treinados em um ambiente parecido com que eles irão encarar ao final do curso.
IF: Nos posts mais recentes, você descreve sua estada na África sub-saariana, região notoriamente conhecida pelos altos índices de violência e soro-positivos. Como é a experiência de conviver com a fome, a pobreza e, principalmente, com a história e a vida dos moradores? Como problema da AIDS é tratado lá?
AA: Viver rodiado por tanta pobreza nos faz ver o mundo por outro ângulo. Um ângulo em que você dá mais valor a sua comida, à sua saúde, à sua casa. Ao mesmo tempo, fiquei absolutamente encantado em como aquele povo encara todos os seus problemas com cantoria e sorriso no rosto. A alegria e a vontade que eles tem de viver é o que nos fornece força para trabalhar em meio a tanta miséria.
O HIV não é apenas um problema, ele é “O” problema. 18% da população é soro-positiva, em algumas áreas específicas esse percentual pode chegar a 30%. O governo e as organizações internacionais tem investido bastante na prevenção e tratamento, mas a desinformação e preconceito ainda são o grande problema.
IF: “Ao mesmo tempo, fiquei absolutamente encantado em como aquele povo encara todos os seus problemas com cantoria e sorriso no rosto.” Você se referiu aos moçambicanos, mas essa definição caberia muito bem aos brasileiros mais pobres, que não são poucos. Moçambicanos e brasileiros têm muito em comum?
AA: Sem dúvida. Os moçambicanos tem uma alegria e uma energia tão intensa quanto a do brasileiro. Foi com eles que descobri que o tal do “jeitinho” não é exclusividade dos brasileiros. Os moçambicanos para sobreviverem também vivem dando “jeitinho” em quase tudo. Os laços coloniais com Portugal nos aproximam e nos tornam irmãos.
IF: “Pesquisa diz que 30% dos sul africanos acreditam que a AIDS não existe.” Mesmo no século 21, nos deparamos com notícias como essa. Você pôde testemunhar algum fato que confirme essa afirmação? Como você avalia as políticas de combate à AIDS nos países que passou?
AA: Os preconceitos e mal-entendidos sobre o HIV na África são enormes. Eu mesmo trabalhei no projeto Hope com uma criança soro-positiva que não recebia tratamento por que a avó acreditava que seu mal era espiritual, ou casos em que homens diziam acreditar que sexo com virgens era uma maneira de se curar do vírus. Vi e presenciei muitos casos como esse.
Em grandes cidades, como Maputo, existem diversos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) além de hospitais habilitados em fornecer o tratamento, mas a desinformação ainda é o maior problema. Existem campanhas sistemáticas na TV, mas uma minoria da população possui o aparelho. Além do que, na zonas rurais, a testagem e o tratamento é praticamente inexistente. Não fosse por projetos de organizações não governamentais nessas áreas, aquela população dificilmente receberia alguma atenção mais especial com relação a doença.
IF: Pelos relatos no blog, você viveu sem regalias, utilizando o transporte público, quase sendo assaltado, fazendo longas viagens. Acredita que assim você pôde viver integralmente a experiência?
AA: Eu fui picado pelo bicho da mochila muito cedo. Sempre viajei bastante, mas quando se é mochileiro normalmente a gente foge de regalia. Pacote turístico para mim não serve. Se você quer conhecer um país, uma cidade, uma região, você precisa ir aonde vão os locais e ir como eles vão. Isso nos ajuda a ajudá-los, porque podemos entendê-los melhor, muito melhor.
IF: “Eu estive lá! Dancei ao som dos tambores e celebrei com a cantoria festiva!”. Quais tipos de cerimônias tradicionais você participou? Quais foram seus contatos mais diretos com a cultura africana? O que disse o feiticeiro que leu seu futuro na Swazilândia?
AA: Participei de uma dança real na Swazilândia, casamento em Moçambique, festejos… Todos eles com vários ritmos como passada, cu duro (é esse mesmo o nome), marabenta, etc. Mas além da música, veio a comida, as crenças, as histórias e o próprio dia-a-dia.
O feiticeiro falou que eu estava apaixonado e minha trilha apresentava um futuro próspero. Ele acertou a primeira, tomara que tenha acertado na segunda também.
IF: Foram 6 meses inesquecíveis. Você pretende (ou pode) voltar a ser voluntário, pelo próprio IICD?
AA: Ser voluntário para mim não se trata de um momento, faz parte do meu cotidiano. Eu não estou voluntário, eu sou voluntário. Essa é minha forma de manter a esperança de que esse mundo pode ser um pouquinho melhor. As portas da IICD estão sempre abertas, mas agora irei buscar novos caminhos.
IF: O que Moçambique gravou em você?
AA: Moçambique… saudades. Moçambique virou minha casa, mais rápido do que eu poderia imaginar. E tenho um sentimento de “pertencimento” que é até difícil explicar. Mas aquela terra de boa gente foi o início de momento muito especial de minha vida, foi onde vivi e conheci África e hoje o continente negro faz parte da minha história pessoal graças a Moçambique.
IF: Aos interessados em voluntariar na África, qual o caminho que você recomenda seguir?
AA: Busque organizações sérias e programas que direcionam com segurança, mas acima de tudo, não tenha medo de tentar! É uma experiência única para você e para eles. Quando eles têm contanto com pessoas de outros países é interessante ver como eles começam a realizar que o mundo é maior que a vila e que existem infinitas oportunidades lá fora. Estude, se informe e se prepare da melhor maneira possível. A África precisa de toda a ajuda possível e a sua ajuda também é bem-vinda!
Espero que tenham curtido a entrevista!
Aproveito para agradecer o Frank do http://ideiafix.wordpress.com pela oportunidade de divulgar as minhas experiências como voluntário e viajante.

criado por Aurélio Araújo
20:10:14
Confira a entrevista original em:
http://ideiafix.wordpress.com/2008/02/01/entrefix-aurelio-araujo/
Hoje o Idéia Fix inaugura mais uma série: As entrevistas, apelidadas aqui de Entrefix. Em Entrefix eu procurarei entrevistar pessoas não necessariamente famosas, mas que têm algo relevante para contar. Algo interessante para você leitor.
Comecemos, pois, por Aurélio de Paula Guedes Araújo. Ele é professor, pesquisador e consultor em História e Educação. Mas, mais do que isso, Aurélio Araújo é voluntário pelo Institute for International Cooperation and Development, tendo atuado na África Sub-saariana durante 6 meses. Nesta entrevista ele contará sobre esta fantástica experiência e assuntos relacionados.
IF: Em seu blog, Around de World, você descreve algumas de suas aventuras, por assim dizer, como voluntário do Institute for International Cooperation and Development. Qual o objetivo desse instituto e qual sua função nele?
AA: O Institute for International Cooperation and Development é uma organização não governamental norte-americana baseada em Williamstown, Massachusetts. A IICD teve seu início em 1987 e desde então treinou mais de 1.000 voluntários para atuarem no sul da África e América Latina. Eu ingressei na IICD em 2006 como voluntário internacional para participar do Development Instructor Program.
IF: Há quanto tempo você desenvolve esse trabalho voluntário? Como conheceu o instituto e tomou a decisão de temporariamente abandonar família e amigos?
AA: Sou voluntário desde os sete anos de idade, foi quando ingressei no Movimento Escoteiro, por meio do Grupo Escoteiro Caio Martins em Brasília. Dentro do movimento escoteiro fui sempre estimulado a atuar como um agente de transformação social, doando um pouco do meu tempo para causas que a maioria das pessoas não se preocupam. Por volta dos meus 18 anos, junto com amigos, criamos um portal de solidariedade on-line chamado Boa Ação.com. O projeto durou 2 anos e tivemos bastante sucesso. Nessa mesma época, fui eleito coordenador nacional da Rede de Jovens Líderes da União dos Escoteiros do Brasil. Foi por meio dessa rede virtual voltada para o jovem, que recebi um e-mail sobre a IICD. Enviei minha papelada, ganhei a bolsa e decidi me mandar. A decisão não foi tão difícil, sempre tive um desejo de trabalhar na África no campo social e a minha família sempre me apoiou, o que facilitou muito as coisas.
IF: Uma pergunta simples e direta: Por que? Por que voluntariar na África e não no Brasil?
AA: Uma boa pergunta, volta e meia alguém me questiona o por que. Quando eu olho para alguém, eu não vejo um brasileiro, um americano, ou um canadense. Eu vejo um ser humano. Por isso me considero, acima de ser um cidadão brasileiro, um cidadão do mundo. E se eu lhe perguntar onde as pessoas hoje mais precisam de ajuda hoje, a resposta será: África! Então lá fui eu… O nosso planeta sofre por que a gente se divide, quando no fundo somos todos iguais. Eu ajudo quem precisa, onde se precisa, independente de credo, cor eu religião.
IF: Antes de embarcar para a África, você passou por treinamentos intensivos. Qual a importância desse treinamento, para os dias que viriam, na África?
AA: Sem dúvidas. Estudo e treinamento são necessários em uma missão como essa. Entender a cultura, a história, os hábitos é fundamental. Assim como saber se prevenir de doenças e certas situações que podem colocar a nossa vida em risco. Morar seis meses em um país desconhecido e que vive em extremas condições de pobreza demanda cuidados dobrados, por isso o treinamento é tão importante.
IF: Por quais países você passou nessa jornada? De qual país trará mais lembranças?
AA: Passei por Estados Unidos, Inglaterra, África do Sul, Moçambique e Swazilândia. Mas sem dúvidas foi em Moçambique que mais ficou meu coração.
IF: Algum causo engraçado ficou marcado na memória?
AA: Claro! Casos engraçados foram vários, mas um em especial foi quando fui viajar a primeira de vez de ônibus por Moçambique (lá chamado de Maxibomba) e tive que levar a minha mala no colo dividindo espaço com galinhas e cabras.
IF: “Pela vontade de me inserir em novas culturas, conhecer novos lugares, novas línguas, ajudar pessoas…”. Frase retirada de uma postagem em Outubro de 2006, no início da jornada. Realizou tudo isso?
AA: Realizei, na verdade, realizei mais que isso! As experiências por que passei me remodelaram por dentro, me deram grandes amigos e mais do que me inserir em novas culturas, eu me senti parte delas, tamanha foi minha empatia com tudo aquilo que tive contato.
(Fim da Primeira Parte!)

criado por Aurélio Araújo
20:03:51