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Trem da Morte, by Aurélio Araújo
Queríamos viajar de Superpullman, ar-condicionado, serviçode bordo, DVD, entre outras regalias, mas para isso teríamos que aguardar mais um dia em Porto Soares. Por isso, compramos bilhetes para a classe Pullman da Ferrovia Oriental Boliviana. A categoria mais tradicional do trem e a mais popular. Seriam vinte horas até Santa Cruz de La Sierra... nós nao faziamos idéia de onde estávamos nos metendo...
Trem categoria Pulman - 40,00 reais
O trem, de cara, parece simpático. Poltronas reclináveis, banheiros... mas janelas abertas.. As poltronas reclináveis depois das primeiras horas deixam de ser muito confortáveis. Nada podemos ver pela janela além de selva, o chaco, que nós chamamos de pantanal. O calor é algo a parte, torna a jornada ainda mais cansativa. O trem que corta a Bolívia de leste a oeste parece movimentar a economia dos locais por onde passa. Sao cinco minutos de parada pontuais em cada estacao. Nesses cinco minutos os locais aproveitam para vender o que podem e tirar o seu sustento. O trem trás o apito da esperança para o interior da Bolívia, centenas de pessoas sobrevivem nos vilarejos as marges da linha do trem nesse mercado informal.
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Comércio na linha do trem, by Aurélio Araújo
E foi e uma dessas feiras na beira da linha de ferro que jantamos. Arroz, batata frita e frango... o frango servido com a mao direto da panela. Mas se os locais comem? Por que nós nao comeríamos? Barriga cheia, o apito tocou... eram 20:00, mais 12 horas horas de viagem até Santa Cruz de La Sierra.
Alfredo estava fazendo várias amizades no vagao, e foi conversando que quebrou uma das poltronas... quebrar uma poltrona do Trem da Morte é uma honra afinal... mas nossas estripulias nao pararam por aí. Ficamos amigos da senhora Consuelo e com ela cantamos "Labamba" e outros sucessos latinos. Todos aplaudiram no vagao ao final do pequeno show musical. Interagir foi a palavra de ordem.
As costa já reclamavam quando chegamos a etacao de Santa Cruz... cansados, suados, pegamos nossas malas e nos despedimos dos novos amigos. Seguimos para um guiche para comprar o bilhete para La Paz. Embarcaríamos as 17:00, teríamos o dia inteiro para descansar. Foi em um hotel que tomamos um banho depois de 36 horas de estrada... almoçamos Pollo (frango) com papas-fritas (batata-frita) macarrao e arroz. Um conchilo no quarto de hotel providencial, mais um banho (o calor estava realmente de matar) seguimos de volta para a estacao para continuar nossa aventura...
Seriam mais 10 horas de ônibus até La Paz... a cidade mais alta do planeta terra.
Hotel em Santa Cruz - 30,00 bolivianos (por pessoa)
Almoço em Santa Cruz - 20,00 bolivianos
Passagem Santa Cruz - La Paz (leito) - 170,00 bolivianos

criado por Aurélio Araújo
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Porto Quijaro - Corumbá, fronteira Brasil - Bolívia
Desembarcamos em Corumbá as 20:30. Procurei um taxi e logo encotramos o seu Rubem, que topou nos levar em seu uno para o Hostel. Decidimos ir direto jantar. Andamos duas quadras e achamos um lanchonete com cara de interior, daquelas que as famílias locais vao em peso aos domingos. Cheese Bagunça, coca-cola e fritas. Esse foi o meu menu. E a refeiçao foi com cara de despedida...
Dormi bem aquela noite e acordei com a alvorada do Alfredo. Era hora de seguir para a Bolívia. Sem tomar café, do lado de fora do hostel seu Rubem já nos aguardava. Chegamos na imigracao as 8:00 do Brasil. De cara conhecemos outro taxista, um Boliviano chamado seu Severo. Como a imigraçao boliviana ainda nao estava aberta para podermos carimbar nossos passaportes, fomos eu e Alfredo com seu Severo comprar as passagens para El Tren de la Muerte.
Jantar na lanchonete - 12,00
Hoste Corumbá - 28,00
Taxi até a fronteira - 20,00

criado por Aurélio Araújo
16:47:10Dormi a noite inteira no onibus. As festividades natalinas me cansaram o suficiente para apreciar o sono na poltrona do onibus. Aproveitarei esses longos trajetos para descansar.
O fim do ano foi pesado. Mas chegamos em Campo Grande 11:40 da manha (horario de Brasilia), 1 hora e 20 antes do previsto. A capital sul-matogrossense é uma velha conhecida. Estive por essas bandas em julho de 2004, e confesso me diverti muito. Por isso, devido a antiga visita, o terminl rodoviário nao me era estranho, nem o hostel em
que aguardamos para o proximo embarque.
Almocamos um PF no buteco da esquina, conversamos com uma americana que fazia um mochilao pela merica do Sul... isso e um dos pontos mais divertidos dessas aventuras: a diversidade de pessoas que conhecemos. Esse ambiente internacional sempre me faz bem, me faz sentir cidadao do mundo.
Barriga cheia, mochila nas costas, seguimos as 14:00 para Coumba e é do onibus, no coracao do pantanal, que escrevo essas breves recordacoes.
Campo Grande - Corumbá - 77,00
Almoço - 6,00

criado por Aurélio Araújo
16:29:54Saímos de Brasília eu, Anderson e Silvane as 19:20. Nosso objetivo era encontrar Alfredo e Dalila em Goiânia para daí seguir para Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Esse foi início de mais uma aventura, dessa vez rumo a Machu Pichu. Para meus amigos, a primeira internacional, me sinto feliz em ser o cicerone nessa jornada pelo coraçao da América do Sul. E parto realizado, afinal 2008 foi o ano da virada, o ano em que fui a Nova Zelândia e a China. Aos 25 anos, conheço os 5 continentes, mas ainda faltava seguir mais fundo pela América do Sul.
Hoje fazem exatos 10 anos da minha viagem para o Chile, minha primeira viagem internacional aos 15 anos de idade. Tenho certeza que foi ali que tomei gosto pelo mundo, gosto pela mochila nas costas. E 10 anos depois, homem criado e viajado volto a passear pelo nosso continente, mas dessa vez os destinos sao Bolívia e Peru.
Sem atrasos, as 22:40 chegamos em Goiania. nossos amigos já nos aguardavam no terminal rodoviário. Seriam mais 10 horas até Campo Grande. Com a equipe completa nossa viagem de fato acabava de começar.
Passagem Brasília - Campo Grande - 144,00 (Viaçao Sao Luiz)
Gastos com alimentaçao - 10,00

criado por Aurélio Araújo
16:01:57